Nova Estação de Transferência serve concelhos da Ribeira Brava, Ponta do Sol, Calheta, Porto Moniz e São Vicente.
Alberto João Jardim (...) ontem (...) discursava na inauguração da Estação de Transferência da Zona Oeste, um investimento do Governo Regional de cerca de seis milhões de euros, ocasião que foi aproveitada para criticar a oposição. (...) Criticando os "adversários internos do desenvolvimento integral do povo madeirense", o governante lembrou que estes "mentiram às populações quando disseram que esta estação se destinava ao 'tratamento' de resíduos".
Elogiando a nova estação, Jardim fez questão de salientar que agora estão criadas as condições que "permitem diminuir o tempo de deslocação de viaturas, destinadas ao depósito de resíduos recolhidos". Também vem reduzir para apenas "uma viatura", em vez quatro, a realização da "operação de transferência", o que "significa menos encargos com combustível e com a manutenção dos automóveis, para além das vantagens ambientais de menos carros pesados a circular", acrescentou.
"Mentiram e falharam", concluiu Jardim, sublinhando que os "sistemas de transferência, quer o próprio ecocentro, estão construídos em edifícios fechados e com tratamento de ar, o que evita a emanação de quaisquer odores".
A estação agora inaugurada, que faz parte de um projecto global chamado "Unidade de Valorização de Resíduos Sólidos da Madeira", resultante de um investimento global de 153 milhões de euros, dois terços dos quais financiado União Europeia.
Joana Rodrigues e Manuel António mereceram rasgados elogios públicos de Jardim.
Dois a três transportes para a Meia Serra
Com a entrada em funcionamento da nova Estação de Transferência da Zona Oeste, passa a ser necessário "efectuar apenas dois a três transportes por dia para a Estação da Meia Serra", observou Joana Rodrigues, presidente do concelho de Administração da Valor Ambiente. Anteriormente, eram precisos "sete transportes diários", lembrou a responsável, referindo que esta inovação se fica a dever à optimização de todo o processo de recolha, cuja eficácia foi melhorada, consequentemente reduzindo "custos operacionais", ao nível de "combustível, pessoal e desgaste de equipamento".
In "Diário de Notícias da Madeira", 08/02/2007