Reunião ontem na Direcção Regional do Ambiente abordou agilização do processo
O número de carros, em fim de vida, abatidos na Região triplicou em um ano (entre 2006 e 2007). Só em Dezembro último foram abatidos no Vasco Gil 27. Ontem, nas instalações da Direcção Regional do Ambiente, decorreu uma reunião que, movimentou diversas entidades, entre as quais o único (recente) operador autorizado a abater viaturas em final de vida e ainda, como observador, uma empresa interessada em operar.
A Direcção Regional do Ambiente promoveu ontem uma reunião para abordar a temática dos veículos em fim de vida. No encontro participaram a ACIF, a Direcção Regional dos Transportes Terrestres, a "Valor Ambiente", a Alfândega do Funchal e a empresa "Madeira Cartão", a única operadora licenciada para desmantelar viaturas entregues para abate.
Para além daquelas entidades, esteve ainda presente, enquanto observador, a empresa "Açomad", que prepara-se para se licenciar como operadora na área dos veículos em fim de vida.
João Correia, em declarações ao JM, sublinhou que a reunião teve como objectivo avaliar o impacto ambiental dos veículos em fim de vida e para fazer o balanço acerca da forma com vem sendo desenvolvido o processo na Região.
Novos aspectos a ter em conta
Segundo aquele responsável, há novos aspectos a ter em conta, como é o caso da existência de um operador e o interesse de um outro. «Até à data, os proprietários, depois de solicitarem o abate do veículo, tinham que se deslocar ao Vasco Gil e entregar a viatura para desmantelamento. O processo tinha, então, que ser seguido pela Alfândega. Com o aparecimento de um operador, já não é necessária a presença daquela entidade» - explica.
Agora, os veículos serão entregues à operadora "Madeira Cartão" e quando surgirem outros operadores, os proprietários poderão optar pelos diferentes concorrentes. A "Açomad" - que nasce no seio da "Madaço" (e cujo representante esteve ontem na reunião), empresa concessionária do parque de sucata do Vasco Gil - deverá ser o próximo operador.
Recorde-se que, segundo João Correia, e conforme dados revelados pela Alfândega do Funchal, houve um aumento na ordem dos trezentos por cento, de 2006 para 2007, no que se refere aos veículos em fim de vida.
Aliás, só em Dezembro último, 27 veículos foram abatidos no Vasco Gil.
Segundo João Correia nova legislação contribui
João Correia sublinha que nada tem a ver com as carcaças que são recolhidas nas estradas e levadas para a Meia Serra. «No caso presente, são veículos com dono, que não foram abandonados na via pública, só que os seus proprietários, devido a diversos factores, querem pedir o seu abate» - sublinha.
O governante lembra que ainda que agora, tem havido um maior interesse dos proprietários em proceder ao abate do seu veículo em fim de vida, até como forma de beneficiar dos descontos no Imposto Automóvel aquando da aquisição de uma nova viatura e, por outro lado, devido ao Imposto Único de Circulação, que impõe que todos os veículos paguem imposto, mesmo que não estejam já no activo. «Mas, enquanto não se realizar o seu abate e o anulamento da matrícula continuarão a pagar» - destaca.
Por outro lado, João Correia refere que a reunião de ontem serviu também para concertar processos de agilização do processo de anulamento de matrícula e de abatimento das viaturas, que, presentemente, se torna moroso.
In "Jornal da Madeira", 12-01-2008